Lucas Manente

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Fiquei um tempo longe das redes. Estar offline me deu espaço pra viver de forma mais presente ao lado dos meus. E sim, estava tudo bem. Aliás, talvez a gente devesse começar a enxergar o sumiço das redes como sinal de que as coisas estão, de fato, indo bem. ???? Por ora, voltei. Não porque eu precise. Não porque alguém esteja esperando. Voltei porque eu quero que esse momento fique registrado de alguma maneira. Não pra criar conteúdo apenas; mas pra conectar. (será que ainda sei fazer isso? ????) E, quem sabe, inspirar outros, bem como a @marianna.sergio19 o fez quando plantou uma sementinha no meu coração ao iniciar sua própria peregrinação há algum tempo atrás. Hoje começo o Caminho de Santiago. Deixo uma vida que me é tão familiar em modo pausa. Eu sei que vai ser uma jornada física com seus mais de 400 km de caminhada. Haja pé! Mas o que eu realmente espero é que seja, acima de tudo, uma jornada interna. Que meus pés acalmem (e desacelerem) o ritmo do meu pensamento — e de um coração que tem andado bastante acelerado ultimamente. Um passo de cada vez. Mesmo quando doer. É minha primeira vez viajando sozinho (acreditem ou não), minha primeira vez tão ausente do ritmo que o cotidiano imprime na gente. Não tenho tudo planejado nos mínimos detalhes como de costume; não vou ficar onde quero e como quero, mas sei que alguma coisa em mim pediu pra vivenciar isso. Bem ali, fora da minha zona de conforto. Pra ouvir, silenciar, me perder um pouco, me encontrar um pouco (…em algum lugar do mundo? ????) e talvez, em algum ponto do caminho, redefinir prioridades e reencontrar algo que nem eu soubesse estar perdido. Como bem disse John ontem, enquanto preparava minha mochila ainda um pouco incerto sobre tudo: “pode ser uma crise de vida ou apenas um agito na minha alma” Seja o que for, nos vemos em algum desses kms. Por stories, post… ou quem sabe em pensamento. Buen camino. ????

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April dump ???? ????????

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CHEGAMOS EM SANTIAGO! Hoje, ao olhar o álbum do celular, percebi como nesses vinte dias parece que vivi uma vida paralela. A mochila virou extensão de mim. Conheço cada bolso, cada zíper, cada configuração... Houve dores, hospital, dúvidas se deveria continuar… até que encontrei aquela janelinha de cura e, enfim, pude colocar um pé na frente do outro com confiança. Aliás, que gratidão por algo tão simples e tão negligenciado: caminhar. Até o cheiro do meu corpo mudou. Não que eu tenha começado a feder ????… mas é como se o meu próprio odor tivesse deixado de ser “comercial” e passado a ser mais neutro, mais próximo da natureza. O tênis se moldou as imperfeições dos meus pés; as solas abriram buracos que também carregam histórias próprias através das várias pedrinhas presas neles. Vieram encontros e despedidas, amigos de quilômetros que chegam, somem e reaparecem. Todos buscando algo, dividindo montanhas e mesetas, e a cada passo buscando respostas próprias. E agora, com tudo ainda tão recente, carrego um sentimento inesperado: medo. Medo de deixar este lugar onde meu corpo encontrou seu estado natural em movimento. Medo de voltar ao mundo cheio de urgências. Medo de ser sem caminhar! Porém, algo em mim mudou. Descobri uma potência que estava adormecida. A partir de agora me recuso a esconder partes de mim para caber em moldes que não são meus. Que o meu caminho, daqui em diante, não seja apenas o de Santiago, mas um caminho em direção a uma vida plena, seja lá como ela se apresente.

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Dias 8-13: Nesta semana, meu corpo começou a se ajustar ao desafio diário de caminhar mais de 20 km. A dor continua lá, presente, mas parece ter ficado como pano de fundo. É como se minha mente tivesse aprendido a acessar outros recursos para seguir: outros grupos musculares, paciência, foco, gratidão e uma força que eu nem sabia que tinha. Em Astorga tive um gostinho do Brasil ao ficar num hostel cheio de referências e objetos do nosso amado e SOBERANO país. Tive conversas profundas com a Orietta que vou levar pra sempre no meu coração. De lá segui para Foncebadón, onde fiquei num hostel mais “roots”, numa cidade que basicamente é uma única rua. Ali vivi o melhor jantar comunitário de peregrinos até agora e passei horas escrevendo à mão (coisa que há tempos não fazia). Conversas casuais, histórias compartilhadas, risadas… e depois cada um segue seu caminho, seu ritmo. E lá estou eu novamente comigo mesmo. Meu grupo inicial ainda é meu grande ponto de referência, e nos encontramos em quase todos os destinos. Mas já começo a me sentir totalmente independente, tomando decisões que sei serem as melhores para mim no MEU Caminho, independentemente dos outros. Algo raro aconteceu: chorei. Chorei feio e alto na estrada. E chorei de forma contida e silenciosa na Cruz de Ferro. Acho que ainda vou processar o porque disso no futuro. A etapa de Foncebadón até Molinaseca foi, até agora, a mais linda de todas, apesar de muito difícil. Terreno irregular, subidas íngremes, neblina… mas cores vivas por toda parte e vistas de tirar o fôlego. Que orgulho de mim mesmo por ter tido a coragem de largar tudo e viver isso. Que eu nunca me esqueça de valorizar as coisas simples, como o fato de poder caminhar sem dor (ainda vou voltar a ter meus pés como eram, rs) e simplesmente colocar um pé na frente do outro. Avante seguimos para mais uma semana. ???????? #caminodesantiago #caminofrances

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Days 1–7: One week ago, I began the Camino. Backpack on, feet full of energy, heart wide open, and the deep feeling that this was exactly what I needed. Since then, I’ve walked rocky trails, shadeless paths, and the silent vastness of the Meseta — a place that demands patience, strength, and surrender. I’ve passed through villages that feel forgotten by time. I’ve met people who, without even knowing it, offered comfort and care. I’ve felt pain. I’ve felt exhaustion. I’ve felt peace. And now, in this forced pause due to a foot injury, I’m feeling something new: learning to accept what the Camino gives me. Whether it’s a bench in the shade, a bottle of warm water, or a kind word. Today, not walking has also become part of the journey. And even while standing still, I keep being moved. I trust I’ll be back on the trail soon, with even more reverence for every step. And despite the challenges, I wouldn’t trade anything I’ve lived so far.

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Madeira - it was ????

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Sardegna dump ???? ????????

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